quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

É interessante quando tu começa a contar tuas lembranças por décadas.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Há mais ou menos dois anos, no finado orkut, fiz um Top 5 de "cenas de filmes em que as personagens cantam/dançam/encenam uma canção".

Na época, havia acabado de ler "Alta Fidelidade" (e, ao mesmo tempo, vira o filme umas três ou quatro vezes em poucos dias). Assim, no embalo, tascava as minhas "5 mais".

Hoje, para comemorar o fim da releitura do livro, reedito a lista com uma pequena alteração. Até onde a memória alcança, "I Want You" não constava na relação... mas a mudança se deve aos ventos da história (Uh!)...

Enfim, segue o Top 5 (em ordem aleatória):

1. "Try a Little Tenderness" [Duets]: Por sempre me fazer querer correr para um karaokê (embora a razão e o senso humanitário me parem);
http://www.youtube.com/watch?v=mXhRXAZm6wQ

2. "I Want You" [Across the Universe]: Por ser de uma força ímpar, quase um grito pacifista;
http://www.youtube.com/watch?v=SSnw1JaL2uA&feature=related

3. "I Say a Little Prayer" [O Casamento do Meu Melhor Amigo]: Se mantém pela nostalgia (e porque eu me encontro em uma fase "A Viagem à China do Meu Melhor Amigo);
http://www.youtube.com/watch?v=kPHc5qIsNH0

4. "Lion's Jungle" [Friends]: Pela homenagem à Amizade!;
http://www.youtube.com/watch?v=3y-ys9zE47M

5. "Let's Get It On" [Alta Fidelidade]: Pelo encerramento com chave de ouro (na minha opinião, melhor do que no livro) e pela motivação para a lista.
http://www.youtube.com/watch?v=1V_-iZYIofU

Por fim, acho que devo dizer que a nova leitura foi, para mim, diferente. O que prova que, além da qualidade do livro e de nossos gostos pessoais, nossa História também nos abre (ou fecha) para um livro.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Os Elos da Correia


Segundo a Brigada Militar, 1500 pessoas participaram do ato de protesto ocorrido em Porto Alegre na última terça-feira. Entre os manifestantes, durante a passeata, falava-se em 2000. Fato é que, há pelo menos uma década, a capital gaúcha não via uma manifestação dessa dimensão. Passados apenas quatro dias do episódio que lhe deu origem, o ato atingiu um grau de execução que beirou o impecável.

E não deixa de ser interessante a combinação de elementos que gerou isto. O ato ocorrido na noite desta terça-feira foi alimentado pela conjuntura: a atrocidade cometida pelo motorista deu uma enorme visibilidade ao “Massa Crítica”, grupo que há um bom tempo vem atuando nas ruas de Porto Alegre. Com esta visibilidade, surge a possibilidade de um certo crescimento do movimento.

Mas, obviamente, a oportunidade de nada serve se não houver inteligência e habilidade suficiente para aproveitá-la. E estes elementos a organização dos ciclistas teve de sobra.

Em primeiro lugar, no plano simbólico, a campanha teve bandeiras fortes e bem definidas: a valorização da vida, a educação para o trânsito e a defesa da sustentabilidade proporcionaram um conteúdo bastante consistente ao movimento.

As imagens evocadas ou construídas fortaleceram ainda mais o apelo simbólico da passeata: a gravura que conjugava um carro e uma arma e a própria figura da bicicleta acionaram a velha tensão homem vs máquina e, no extremo, vida vs violência.

Outra característica interessante do movimento foi a ampla rede de relações que foi acionada para que mais de 1500 pessoas participassem do protesto nas ruas da cidade. Apesar do restrito núcleo do movimento (o “Massa Crítica”) a adesão de simpatizantes diversos e membros de outros grupamentos (partidos políticos e movimento estudantil, por exemplo) encorpou o ato através de uma organização informal que gerou uma considerável flexibilidade. Em função disso, os recursos gastos com o gigantesco protesto foram mínimos.

Por outro lado, essa informalidade – e sua conseqüente flexibilidade – traz uma relativa fraqueza: ao mesmo tempo em que criou um ato dotado de espontaneidade e velocidade, gerou um movimento que apesar de suas dimensões, dificilmente manterá níveis elevados e permanentes de mobilização.

Um outro ponto – o que certamente foi mais visível – é a destreza com que o movimento utilizou os meios de comunicação. Não foi à toa que o episodio todo teve repercussão mundial: além da dramaticidade da barbárie cometida pelo motorista, o movimento soube explorar muito bem o apetite sensacionalista da imprensa (escrita, falada e televisiva). E, ao mesmo tempo, aproveitou as grandes vantagens da internet: sua amplitude, sua velocidade nas trocas de informações e sua economia.

Em função de sua informalidade, a tendência é que, com o tempo, a mobilização afrouxe, retornando o movimento a algo próximo ao seu núcleo original (o pessoal do “Massa Crítica”). Contudo, a dramaticidade do caso, a força das imagens e a experiência da mobilização plantaram a semente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


Nas férias retrasadas, ouviu rock. Nas passadas, mudou-se. Nestas, joga futebol no computador.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Indagações antropológicas


Por que todos os bares de Florianópolis vendem café já adoçado?

sábado, 10 de outubro de 2009

E um vendaval...


... quase arrancou a fronteira do mapa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Raiva

O sangue fervia no asfalto quente.

sábado, 22 de agosto de 2009