Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
Há alguns anos, criei um blog. Como eu esperava, chegou um momento em que não tive mais vontade de escrever... passou o tempo, e, quando quis voltar a utilizá-lo, deparei-me com a dura realidade: teria de pagar para acessá-lo novamente... pelo visto, não tinha tanta vontade de reativá-lo assim...
Bom, fato é que, agora, crio um novo blog para o caso de pensar em algo que valha a pena ser dito [ou, enfim, escrito]... seguindo o conselho do Sandro, coloco na seqüência - ao melhor estilo mito do eterno retorno - textos do meu finado blog. são alguns textos que não gostaria de perder de vista. Alguns talvez não me expressem mais tanto quando o faziam na época, mas, enfim... registros históricos são [sempre] selecionados por algum motivo...
No mais, abro este blog com Carlos Drummond de Andrade. E vamos ser gauches na vida...
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.
Carlos Drummond de Andrade
Há alguns anos, criei um blog. Como eu esperava, chegou um momento em que não tive mais vontade de escrever... passou o tempo, e, quando quis voltar a utilizá-lo, deparei-me com a dura realidade: teria de pagar para acessá-lo novamente... pelo visto, não tinha tanta vontade de reativá-lo assim...
Bom, fato é que, agora, crio um novo blog para o caso de pensar em algo que valha a pena ser dito [ou, enfim, escrito]... seguindo o conselho do Sandro, coloco na seqüência - ao melhor estilo mito do eterno retorno - textos do meu finado blog. são alguns textos que não gostaria de perder de vista. Alguns talvez não me expressem mais tanto quando o faziam na época, mas, enfim... registros históricos são [sempre] selecionados por algum motivo...
No mais, abro este blog com Carlos Drummond de Andrade. E vamos ser gauches na vida...
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